Depois que abandonara os amigos no Três Vassouras, Womrtail passou mais um tempo perambulando pelos arredores de Hogsmeade, pensando na vida, ou melhor, na Lufana. Ruby havia mexido com o Maroto, mais do que ele próprio ousava admitir, e a indiferença da garota o irritava demais. Quando encontrou Prongs procurando por ele, seu sorriso se alargou, no fim, os companheiros acabariam aceitando sua idéia. E foi exatamente isso que aconteceu. Quando se despediu do amigo novamente, Pettigrew deixou-se cair em um dos bancos de cimento que margeava todo o povoado, pensando se contaria ou não aos outros sobre ter revelado uma das passagens secretas a Bluebell. Peter acreditava que os três ficariam irados com sua inegável falta de cuidado. No entanto, agora já era tarde para arrependimentos.
Depois de algum tempo apenas tentando tomar uma decisão, o loiro desistiu e ficou de pé, ajeitando a varinha no cós de sua calça jeans surrada e precisando de uma lavagem. Olhou de um lado ao outro, na tentativa de encontrar um rosto conhecido e dando de ombros, se afastou do local. Minutos depois, a Casa dos Gritos surgiu diante do Grifinório. As janelas quebradas e a quantidade considerável de mato crescendo em volta das paredes não o incomodaram. Aquele era o refúgio especial dos amigos e nenhum outro local se comparava aquele.
A quantidade de situações que os quatro viveram naquele ambiente daria para escrever um livro. Distraído, Peter mirava a casa em ruínas, tentando encontrar os possíveis e tolos invasores. ‘- Nada muito engenhoso. –‘ A voz de James o pegou desprevenido e sem conseguir conter o susto, Pettigrew saltou em direção à cerca, tomado pelo susto. – Porra James. Qual foi? Você me assustou. – Disse o mais baixo para o vazio. – Quando você vai aprender a parar com isso? - Perguntou, observando a cabeça do amigo surgir flutuando acima do nada, se divertindo com a situação. – Onde estão Padfoot e Moony? – Indagou, recompondo-se e olhando ao redor do outro, à procura do restante da trupe.
Depois que os Marotos se separaram em Hogsmeade, Sirius foi “gentilmente” obrigado a retornar junto de Remus para o Castelo. Não se importaria se não tivesse sido, também, “gentilmente” puxado para a Biblioteca da escola. De certo, aquele recinto não era um dos que Sirius Black costumava frequentar, a não ser em alguns casos de urgência ou com uma boa compania. Remus havia requisitado-o para ajudar-lhe com alguns livros, talvez pelo fato do garoto ser o maior dos Marotos ou apenas porque James lhe escapara antes que fosse fiscado. Se houvesse um lado positivo naquilo, talvez fosse o de que Moony permitiu a Sirius de que desse uma passada no dormitório para pegar alguns objetos possivelmente úteis no mais tardar.
Com sua mochila transpassada pelo peito e alguns (vários) livros em mãos, a cada cinco segundos Black dava um suspiro aborrecedor. Precisava de algum entreterimento, não conseguia suportar o silêncio elouquecedor e a monotonia que aquele local possuia. Valeu até, algumas vezes, sentir os braços dormentes por causa da posição e o Maroto pôr os livros na cabeça, sentindo-se um exímino equilibrista - e segundos depois quase derrubar os livros por causa da bronca de Remus, acusando-o de se comportar feito criança e que literalmente o mataria caso danificasse algum daqueles livros. Agora devidamente comportado, seus olhos azuis-acizentados correram pelo corredor que se encontravam e deu de cara com uma pequena figura loira, desconhecida mas muito bonita. - Sirius. Remus. - Cumprimentou ambos a pequena Corvina, capturando toda a atenção do maior mas apenas um terço da de Lupin. - Muito boa tarde. - Retorquiou Sirius, obtendo a atmosfera padrão quando trocava palavras com alguma bela garota. O Grifano e a Corvina passaram um longo tempo trocando flertes, sempre se movimentando quando Remus necessitava da compania (vulgo braços) de Sirius e em pouco a garota se despidiu, deixando o ar envolta do maior mais pertubador para o amigo. - A conversa que eu acabei de ter me lembrou de uma coisa… - Lançou para Lupin, sem uma certeza de que o amigo estava o ouvindo. - Quando vamos tomar providências sobre aquela coisa? - Referia-se ele sobre os bisbilhoteiros na qual Peter havia falado mais cedo. Aquele era um tipo de diversão que há muito os Marotos não tinham e que agora fazia a ansiedade correr pelas veias de Padfoot.
A forma com que Sirius parecia estar enfeitiçado fazia Ruby se sentir cada vez mais triunfante e poderosa com aquela noite. Sentir-se como que sendo o centro de tudo era certamente o que a jovem mais gostava. Sua face de feições adoráveis estava singelamente demoníaca em meio à luminosidade fraca que a lareira produzia. Seus dentes muito brancos se alinhavam em um sorriso instigante e seus olhos translúcidos permaneciam firmes delineando o corpo do rapaz que se sentou finalmente ao seu lado. Ruby já podia sentir a loucura borbulhar em suas veias quando seus olhos se fecharam e ela sentiu os lábios de Sirius em seu ombro. O jeito suave com o qual a beijava fazia com que suas juntas estremecessem. Colocou uma das mãos sobre a de Black que percorria suas coxas para que este continuasse a tatea-la e com a outra massageou seus cabelos macios. - Você está com muita sorte, Sirius… – Falou abafadamente ao sentir os beijos percorrerem a área desnuda de seus seios. Abriu com calma a calça do rapaz e suspirou sentindo-se completamente envolvida. Começou a cair lentamente no sofá vermelho em que jaziam até ficar recostada em um dos braços da superfície macia. Esticou uma das mãos para puxá-lo e, encantada, esperou que ele se aproximasse outra vez com seu corpo tão desejável quanto o da jovem.